Guardei dentro de uma caixa, todo meu sentimento.
Toda a prescrição médica com a dieta prescrita juntamente com a receita do complexo que controla o colesterol e a insulina, mesmo sem ter estes problemas. Guardei uma cartela de Doril, caso precisasse.
Guardei o controle. Não o da insulina, nem o do vídeo-game que eu não jogo, guardei o pior: o autocontrole.
Antes de guardá-lo, retirei carinhosamente sua bateria.
Guardei um cachorro, um agasalho, uma peruca. Ninguém sabe o que pode acontecer...
Comprei três barras de cereal e uma garrafa d'água. Guardei também.
Alguns trocos, moeda, elástico e canivete.
Espuma de barbear, lâminas e um espelho vermelho. A moldura, não o vidro.
Papel higiênico, dentes de alho e sal grosso.
Uma lanterna, dois ovos e um bacon.
Fotografias, discos, arritmias, calmantes, cachaça, camomila e jasmim.
Lasanha pronta, canela, café...
Três cotonetes, um vaso e um canguru.
Guardei tudo isso e fui viajar...
Viajei no mar das palavras que eu queria guardar
Guardei cada pedaço no passo do asfalto que dava sem olhar pra trás
Porque se fosse pra agradar a todos eu teria programa na televisão..
E ainda assim seria um risco sem fim, pior do que sair no Faustão ou ser notícia de primeira-mão
Não tenha dó de mim, que insisto em escrever o que poderia falar..
Mas falar não marca, não se guarda e não se lembra!
Eu escrevo pra poder guardar, nem que seja por agora ou pra depois
Nem que seja pra mim ou pra você
Tudo o que se passa nessa minha cabeça freneticamente entediada por excesso de pensamento
Por pensamento no excesso.. Nem eu sei mais!
Posso fazer uma poesia, uma crônica, ou misturar os dois, tanto faz.
Fato é que também posso confundir, inventar ou (diriam!) mentir!
Calúnia, amor, sexo, compaixão..
Em tudo que faço existe participação do coração
Porque ser racional, e somente isso..
Não me faz bem, admito.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
domingo, 25 de dezembro de 2011
Espaço
Acordei ao lado de uma mesa, uma sala pequena com muitos papéis e livros de enfeite. Olho para frente e dou de cara com ele, o bigodudo do Brasil, Sarney!
Pensei que estivesse morrido e chegado ao inferno, pedi que, sendo ele o capeta, fosse com calma.
- Com calma, meu filho? Você anda fazendo muita noitada com os deputados, hein..
- Eu, seu Sarney?!
E pegou um baseado, acendeu e baforou bem nas minhas fuças..
- Pô, Sarney, não fod...
Agora estava num barco, velocidade alta o suficiente para meu estômago embrulhar e emendar em uma borrifada ao mar, coisa linda do Brasil.
Neymar dançava ao som de Catra, o tal adultério dos infernos e não sei o que..
Vou atrás do recém-fenômeno para perguntar como havia chegado ali e, no meio do caminho, me deparo com uma atriz de novela, global, isso eu sei.
Mas não lembro o nome.. como era mesmo...
- Tatuzinhooooo, vem aqui... - e mirou os grandes olhos e beiços em minha direção..
Oi? Foi pra mim?! Peraeu!!!
Sem me dar conta tudo se apaga e acordo com o estômago embrulhado novamente.
Desta vez pelo cheiro... Vodka pura isso, meu senhor?
O cheiro vinha do copo que estava em cima do bar.
Mas que bar era aquele?
Viro-me para trás e mulheres dançam, casa lotada dentro dos conformes, dólares e reais confundem-se nos fios das calcinhas..
Ok, duas tequilas, por favor.
Levo um susto, ao meu lado! Aquele bigode... só podia ser... Nietzsche!
Caceta, agora sim ia poder entender melhor os livros do cara se eu pudess...
Acordo na minha cama, suando em bicas, papel e caneta ao lado abandonados há algum tempo...
Injustamente, dependem de mim para poder funcionar.
De tanto pensamento guardado e sonhado, aquilo que sobrou é fruto de um sinal.
Sinal para eu voltar a escrever antes que o mundo acabe em 2012!!!!
E viva a nossa volta, Loucura!
Assim seguimos.
Pensei que estivesse morrido e chegado ao inferno, pedi que, sendo ele o capeta, fosse com calma.
- Com calma, meu filho? Você anda fazendo muita noitada com os deputados, hein..
- Eu, seu Sarney?!
E pegou um baseado, acendeu e baforou bem nas minhas fuças..
- Pô, Sarney, não fod...
Agora estava num barco, velocidade alta o suficiente para meu estômago embrulhar e emendar em uma borrifada ao mar, coisa linda do Brasil.
Neymar dançava ao som de Catra, o tal adultério dos infernos e não sei o que..
Vou atrás do recém-fenômeno para perguntar como havia chegado ali e, no meio do caminho, me deparo com uma atriz de novela, global, isso eu sei.
Mas não lembro o nome.. como era mesmo...
- Tatuzinhooooo, vem aqui... - e mirou os grandes olhos e beiços em minha direção..
Oi? Foi pra mim?! Peraeu!!!
Sem me dar conta tudo se apaga e acordo com o estômago embrulhado novamente.
Desta vez pelo cheiro... Vodka pura isso, meu senhor?
O cheiro vinha do copo que estava em cima do bar.
Mas que bar era aquele?
Viro-me para trás e mulheres dançam, casa lotada dentro dos conformes, dólares e reais confundem-se nos fios das calcinhas..
Ok, duas tequilas, por favor.
Levo um susto, ao meu lado! Aquele bigode... só podia ser... Nietzsche!
Caceta, agora sim ia poder entender melhor os livros do cara se eu pudess...
Acordo na minha cama, suando em bicas, papel e caneta ao lado abandonados há algum tempo...
Injustamente, dependem de mim para poder funcionar.
De tanto pensamento guardado e sonhado, aquilo que sobrou é fruto de um sinal.
Sinal para eu voltar a escrever antes que o mundo acabe em 2012!!!!
E viva a nossa volta, Loucura!
Assim seguimos.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Cabelo de mulher
Existem poucas coisas tão enigmáticas quanto o cabelo de mulher.
Enigmático e caro, claro..
Na verdade nem precisaria ser tanto.. Mas alguém já viu alguma mulher contente com o cabelo?
A mulher lisa quer encrespar e a crespa quer alisar.. É sempre assim.
E natural que tenham enxergado nisso uma máquina poderosa da indústria.
Entendo que é algo como pintar um quadro.. deve ser!
Não tenho ideia de como tem tanta coisa pra se fazer nos fios do couro cabeludo.
Mexer no cabelo, além de ser uma arte, é perigoso!!
Porque uma mulher descontente com o cabelo....
Só quem já viu uma pra entender a fúria que brota do couro cabeludo e parece sugar sua alma com o mesmo olhar de quando ela corta dois dedos e você (claro) não repara..
Dois dedos!
Não negaremos nós, homens, claro, que o cabelo faz parte da sensualidade, sexualidade, enfim..
Sempre foi uma arma poderosa de sedução.
Até no tempo das cavernas era útil!
Não é dessa época que o homem levava a mulher para a caverna pelo cabelo?
Deviam ter raízes fortes, no mínimo..
Fui comprar shampoo esses dias e só tinha daqueles que prometem um tal liso perfeito e com artistas exibindo a juba reluzente.
Pra mim tanto fazia, coloquei no carrinho de compras um tal..
Lavei o cabelo.
O negócio ficou tão liso que eu achei que fosse cair tudo! Caceta..
Aproveitei e lavei os pelos do sovaco no dia seguinte.. (só os do sovaco)
Não fez nem efeito.. Acho que ele só funciona pra cabelo que já é liso..
Também não recomendo a você fazer isso em casa.
Dia desses também, aparece a namorada com partes loiras, partes morenas...
Soube tratar-se de Californianas. Oi?
Por mim chamaria "Efeito Chewbacca"!!
(se você não conhece o Chewbacca nem californiana, põe no Google, é igualzinho o efeito)
Perguntei a ela se rolava no sovaco também.. ficou brava..
Mas nem tanto: eu reparei que tinha algo diferente quando ela chegou.
Homens, o que ela não sabe:
(me informei antes que ela iria fazer algo diferente no cabelo)
Me salvei nessa.
Foi por pouco.
Espero que ela não leia isso...
Enigmático e caro, claro..
Na verdade nem precisaria ser tanto.. Mas alguém já viu alguma mulher contente com o cabelo?
A mulher lisa quer encrespar e a crespa quer alisar.. É sempre assim.
E natural que tenham enxergado nisso uma máquina poderosa da indústria.
Entendo que é algo como pintar um quadro.. deve ser!
Não tenho ideia de como tem tanta coisa pra se fazer nos fios do couro cabeludo.
Mexer no cabelo, além de ser uma arte, é perigoso!!
Porque uma mulher descontente com o cabelo....
Só quem já viu uma pra entender a fúria que brota do couro cabeludo e parece sugar sua alma com o mesmo olhar de quando ela corta dois dedos e você (claro) não repara..
Dois dedos!
Não negaremos nós, homens, claro, que o cabelo faz parte da sensualidade, sexualidade, enfim..
Sempre foi uma arma poderosa de sedução.
Até no tempo das cavernas era útil!
Não é dessa época que o homem levava a mulher para a caverna pelo cabelo?
Deviam ter raízes fortes, no mínimo..
Fui comprar shampoo esses dias e só tinha daqueles que prometem um tal liso perfeito e com artistas exibindo a juba reluzente.
Pra mim tanto fazia, coloquei no carrinho de compras um tal..
Lavei o cabelo.
O negócio ficou tão liso que eu achei que fosse cair tudo! Caceta..
Aproveitei e lavei os pelos do sovaco no dia seguinte.. (só os do sovaco)
Não fez nem efeito.. Acho que ele só funciona pra cabelo que já é liso..
Também não recomendo a você fazer isso em casa.
Dia desses também, aparece a namorada com partes loiras, partes morenas...
Soube tratar-se de Californianas. Oi?
Por mim chamaria "Efeito Chewbacca"!!
(se você não conhece o Chewbacca nem californiana, põe no Google, é igualzinho o efeito)
Perguntei a ela se rolava no sovaco também.. ficou brava..
Mas nem tanto: eu reparei que tinha algo diferente quando ela chegou.
Homens, o que ela não sabe:
(me informei antes que ela iria fazer algo diferente no cabelo)
Me salvei nessa.
Foi por pouco.
Espero que ela não leia isso...
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Veneno
De pouco em pouco
Tome devagar
Se tomar rápido é mais fácil engasgar
Não tema o veneno, o medo potencializa
Potencializa e afaga o teu ombro amigo
E inimigo é aquele que manda tomar
Se bem que pra ele tanto faz
O quão envenenado você vai estar
Ele sempre quer só teu pó
E se o pó também envenena, o que fazer?
Te pergunto, pois deve ter algum inimigo
Se não tiver, quero ser teu amigo!
Mas cuidado comigo
Não sofro calado e de pé me acomodo
Na mais espinhosa das paredes
Me esfrego, eu e você junto
Que gostoso, podes pensar
Mas irá se decepcionar
Enquanto tentar se afagar
Um veneno irei injetar
Na nádega que mais lhe dói
E isso você vai me falar
Até sem perceber
O que te cega me faz ver
Que o paraíso é logo ali
E não é pouca bobagem
Você fez por merecer
Voltei a escrever...
Espero não parar.
Abraços tatuadamente poéticos.
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